sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Só levo a certeza de que muito pouco eu sei...


Tocando em Frente
Almir Sater


Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


estado de espírito!!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1.2.12

Reconhecemos e admiramos alguns dos nossos semelhantes que são considerados grandes pensadores, cientistas, inventores, conquistadores de enorme sucesso em todas as áreas. De muitas maneiras eles se sobrepõem a nós, que somos pessoas comuns, no entanto, as necessidades deles são iguais às nossas. Eles experimentam dores e sofrimentos, têm mentes atribuladas e corações famintos. Não podem evitar a morte nem garantir a vida depois do túmulo. 

Nesse mundo de superlativos vazios, Deus é o maior.

maloca querida


Saudosa Maloca

Adoniran Barbosa


Si o senhor não "tá" lembrado
Dá licença de "contá"
Que aqui onde agora está
Esse "edifício arto"
Era uma casa véia
Um palacete assombradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímo nossa maloca
Mais, um dia
Nóis nem pode se alembrá
Veio os homi c'as ferramentas
O dono mandô derrubá
Peguemo todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Aprecia a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía
Duia no coração
Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei:
Os homis tá cá razão
Nós arranja outro lugar
Só se conformemo quando o Joca falou:
"Deus dá o frio conforme o cobertor"
E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim
E prá esquecê nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida,
Dim dim donde nóis passemos os dias feliz de nossas vidas
Saudosa maloca,maloca querida,
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas.

Bom dia, bom fevereiro!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A saudade

Lembro de tardes preguiçosas,
do vento fresco da montanha
espantando o calor do meio-dia.
Lembro dos cafés da tarde,
dos doces e conversas infinitas.
Lembro das noites sem programação,
das cartas, moedas, discos antigos,
relíquias que guardo escondidas.
Lembro de sempre me sentir em casa,
mesmo estando sempre sozinha.
Lembro de ter um colo pra chorar
sem precisar explicar o motivo.
E me lembro de todos os problemas,
quantos problemas, de todos os lados.
Mas tive todo o apoio do mundo,
todo o orgulho, toda confiança.
Parece ontem que perdi o chão,
mas hoje estou aqui de pé,
os anos correram sem avisar.
O tempo apressado roubou
expressões, cheiros, jeitos.
Ficaram somente momentos,
alguns pedacinhos de tempo,
de vida com os que já partiram



Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/insolito/2012/01/saudade.html#ixzz1kesEiRJI

www.cancerdemama.com.br



Cada vez que você estende a mão ...e toca um coração ou uma vida... o mundo se transforma.”, é quando aquela luz que brilha mais que muitos sóis acende na essência da sua alma e te empurra para o bem. Este é um gesto nobre, apenas para pessoas de bem.

....amigos, em meio a tanta 'bandalheira' neste mundo virtual, graças a Deus existem também assuntos sérios e de UTILIDADE PÚBLICA que precisam de nossa atenção e respeito.

Este é um deles:

O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha.

Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender somente do governo será seu fim!!!

Vamos salvar o site do câncer de mama? Não custa nada.

O Site do câncer de mama (www.cancerdemama.com.br) está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita', a esquerda na tela inicial.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Repassem do modo que for mais conveniente, pelo Facebook, o link pelo Twitter, por email, etc.

E assim estaremos ajudando a salvar este site tão importante.
www.cancerdemama.com.br
Não pretenda mudar o mundo, apenas faça sua parte!




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ver e enxergar



“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Já na epígrafe de “Ensaio sobre a Cegueira”, Saramago mostra sua real interpretação para a cegueira exposta no livro. Mais do que um retrato de como as pessoas agiriam se não pudessem enxergar, o autor propõe uma análise da sociedade em que vivemos.

Saramago joga com a diferença entre as palavras ver e olhar. O olhar aparece como a própria visão, o ato de enxergar. E o ver aparece como a capacidade de observar, de analisar uma situação. E para ele, a maior dificuldade do ser humano é justamente conseguir enxergar além do superficial.

A cegueira apresentada por Saramago pode ser encarada como a alienação do homem em relação a ele mesmo. No livro, quando a cegueira branca se torna uma epidemia, os problemas da nossa sociedade que não queremos enxergar se intensificam de tal forma que chega a um ponto em que o civilizado se torna primitivo. As regras da civilização são quebradas e o instinto de sobrevivência toma conta do homem.

Durante o tempo em que ficam sem visão, o desespero dos personagens faz com que alguns deles usem artifícios sujos para conseguir sobreviver. A partir disso, observamos situações como segregação de grupos, abuso de poder pelos mais fortes, disputas por comida, ganância, traição, violência e abuso sexual. E nas entrelinhas, inúmeras chances de praticar a solidariedade.

E quais dessas situações descritas acima não são comuns em nosso cotidiano? Todos esses fatores citados são problemas da sociedade em que vivemos. Freqüentemente lidamos com abuso de poder das autoridades; desigualdade social, em que grande parcela da população vive abaixo da linha de pobreza e nem se quer faz uma refeição por dia; todo o tipo de violência, física, moral ou sexual, inclusive, feitas também pelas próprias autoridades. Sem contar os diversos tipos de preconceito que geram a segregação de muitas pessoas.



Enfim, nada do que os personagens de Saramago sofrem no livro é estranho para nós. E o que ele queria nos mostrar é exatamente isso. Na verdade, o autor fala da nossa cegueira cotidiana em relação a crise de nossa própria sociedade. Que ironia, tudo parecer mais visível quando não se pode enxergar. Só damos valor quando o problema nos afeta diretamente.

Através de uma escrita densa e chocante, Saramago mostra como o ser humano reage às próprias necessidades e principalmente às próprias incapacidades. Mostra como não conseguimos suportar a impotência e o desprezo causado por ela. Além disso, nos faz refletir sobre a moral, a ética e as nossas próprias convicções.

A cegueira dos olhos é apenas uma metáfora para a nossa verdadeira cegueira mental. A perda de um dos sentidos aparece como pano de fundo para fazer um retrato da nossa sociedade: individualista, oportunista, chantagista, preconceituosa e por vezes solidária. A única diferença é que sem a visão, essas características não se descriminariam por classe social ou raça.

“Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem”.


Artigo da autoria de Mariana Keller.
Jornalista recém-formada e metida a fotógrafa nas horas vagas. Adora as coisas simples da vida. Observadora ao extremo, faz de cada sorriso e olhar alheio uma história inventada..

Leia mais:

http://lounge.obviousmag.org/memorias_do_subsolo/2012/01/a-verdadeira-cegueira-de-saramago.html#ixzz1kEfTnUme

http://www.imeviolao.com.br/arte-cultura/filmes/ensaio-sobre-cegueira.php

http://www.coladaweb.com/resumos/ensaio-sobre-a-cegueira-jose-saramago

sábado, 21 de janeiro de 2012

Celebração aos 4 sentidos





Formas simples de fazer o bem. Com todas nossas forças não conseguiremos, jamais, a entender o quão importante é para um deficiente viver algo assim. Parabéns pela educação dada aos filhos; estão colhendo os frutos dela.